Eu, começando assim, meio egoísta, deixando de falar em terceira pessoa, de dar a mão pra quem quer logo o braço inteiro, deixando de perdooar quem nunca vai te perdoar. Eu que um dia nem sabia o que era a vida de verdade, que colecionava pedras, brincava no barro, subia no pé de siriguela, goiaba, corria por aí, sem tropeçar, e se tropeçasse levantava logo e só chorava se visse o aranhão, se não visse não chorava, e se chorasse…o choro durava bem pouco,eu, aquela que hoje tropeça de outras maneiras, daquelas mais dolorosas, invisíveis, que se quebra de outra forma, por dentro, que marca mesmo, por bem mais tempo que os velhos aranhões, aquela que antes chorava quando doía, e ria quando achava graça, e que hoje sorri quando dói, quando não dói, quando tem graça ,e quando não tem, porque não quer ouvir lição de moral, nem quer magoar ninguém, mas tá magoada, e muito. (CheiOliveira)

Eu, começando assim, meio egoísta, deixando de falar em terceira pessoa, de dar a mão pra quem quer logo o braço inteiro, deixando de perdooar quem nunca vai te perdoar. Eu que um dia nem sabia o que era a vida de verdade, que colecionava pedras, brincava no barro, subia no pé de siriguela, goiaba, corria por aí, sem tropeçar, e se tropeçasse levantava logo e só chorava se visse o aranhão, se não visse não chorava, e se chorasse…o choro durava bem pouco,eu, aquela que hoje tropeça de outras maneiras, daquelas mais dolorosas, invisíveis, que se quebra de outra forma, por dentro, que marca mesmo, por bem mais tempo que os velhos aranhões, aquela que antes chorava quando doía, e ria quando achava graça, e que hoje sorri quando dói, quando não dói, quando tem graça ,e quando não tem, porque não quer ouvir lição de moral, nem quer magoar ninguém, mas tá magoada, e muito. (CheiOliveira)

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